Estou correndo contra a torrente
Caindo nas pedras cheias de musgo
Grudando em teias de aranhas,
De árvores em ruínas...
As montanhas do mais puro verde,
Parecem um monte de veludo
E o rio correndo ente ondas,
Parece estar congelado...
Meus sentimentos embaralhados,
Como um monte de cartas na mesa
São arremessados garganta adentro,
A cada copo de rum!
Estou nadando no vazio,
Boiando no mar de angústias,
De lembranças já esquecidas
Dentro de minha alma...
Sou muito comum com as pedras
Vazia e inexpressiva
Mas também posso se viva,
Como as águas da cachoeira...
Algo em mim grita por liberdade,
Dentro da mata
Quando a noite cai...
E apenas o luar ilumina meus caminhos...
Todos temem...
Mas eu continuo a caminhar
Vejo aqueles que já partiram,
E posso ainda sim ouvir sorrisos...
O pranto divino
Faz subir a maré
E os peixes logo se agitam
Ao ver meu reflexo na água...
Sou como um molusco em sua carapaça
Em uma prisão de medo e sombras,
Em busca de segurança
Em mais um dia com esperança revendo a luz!

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