Translate

domingo, 8 de março de 2015

Torrente de sentimentos

Estou correndo contra a torrente
Caindo nas pedras cheias de musgo
Grudando em teias de aranhas,
De árvores em ruínas...

As montanhas do mais puro verde,
Parecem um monte de veludo
E o rio correndo ente ondas,
Parece estar congelado...

Meus sentimentos embaralhados,
Como um monte de cartas na mesa
São arremessados garganta adentro,
A cada copo de rum!

Estou nadando no vazio,
Boiando no mar de angústias,
De lembranças já esquecidas
Dentro de minha alma...

Sou muito comum com as pedras
Vazia e inexpressiva
Mas também posso se viva,
Como as águas da cachoeira...

Algo em mim grita por liberdade,
Dentro da mata
Quando a noite cai...
E apenas o luar ilumina meus caminhos...

Todos temem...
Mas eu continuo a caminhar
Vejo aqueles que já partiram,
E posso ainda sim ouvir sorrisos...

O pranto divino
Faz subir a maré
E os peixes logo se agitam
Ao ver meu reflexo na água...

Sou como um molusco em sua carapaça
Em uma prisão de medo e sombras,
Em busca de segurança
Em mais um dia com esperança revendo a luz!


Nenhum comentário:

Postar um comentário