Nunca mais me deitei
Sobre o seu travesseiro de penas
Dês do estranho incidente em sua vida
Quando os abutres o rondavam
E seus olhos comiam a carne...
A voz do vento nunca se cala
E os cavalos negros do fim dos tempos
Estão sempre nos meus sonhos,
Como um sinal
Uma estrela que cai do céu
E mesmo assim não para de brilhar.
Não cairei aos seus pés novamente
Não me rastejarei pelos corredores,
De sua alma vazia
Buscando a causa secreta do teu silêncio absurdo!
Estou fechando a porta
Chega de ser apenas um rato,
Caminhando sobre as paredes do vilarejo.
Não... Não... Não...
Não... Resgatarei você desse abismo
Nesse momento sou apenas um gato preto,
A fitar seus olhos vermelhos...
A voz do vento nunca se cala
Jamais cairei aos seus pés novamente
Rastejando sobre sua cama de pregos
Procurando uma forma de sangrar com doçura!

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