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quarta-feira, 25 de março de 2015

A opressão da vida

Um pedaço de certeza me espanca,
Me arranca toda a alegria de meu ser
Por quê hoje vivo aqui na matéria,
E logo ali embaixo da terra os vermes hão de me comer!

Nessa mesma terra ingrata cujo meus pés caminham,
Dia após dia envelhecendo nessa vida?
Filha do carvão e do amoníaco,
Do enxofre e do alumínio...

De que me adianta divagar um pensamento,
Se tudo o que tenho é um pequeno sabor do lamento?
Em minhas mãos a alegria eu arrasto,
Porém aos meus pés a tristeza está arraigada!

Meu sangue ácido ficará enquanto as bactérias fazem o seu banquete
A pressão da terra sufocante em cima de mim
O odor horrendo da treva opressora
Enfim, sem glória me resta apenas a caveira!


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