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sexta-feira, 13 de março de 2015

Penhasco da dor

Esculpida na pedra
E rodeada por rochedos
Eu a desperto agora do teu sono
-Não vê o quanto posso ser frágil?
Através da carne - E luxúria...
Através do doce desejo
Do silêncio - Do vazio
Através de minha consciência
Me seduz - Percorre minhas veias
Me ilumina - Me inunda...
Estou sentindo cada célula de seu corpo
Posso ver cada raio de luz
Entrelaçado sentindo sua nudez ao redor da minha...
-Nesses braços você termina sua caminhada!
Seus passos mórbidos se acabaram,
Aqui é o fim da trilha - Este é o meu precipício...
Esta é a rocha da qual você foi esculpida
A pedra que me esmaga
Granito dentro do meu peito!
Tão frio! - Tão vazio!
Sou muito comum com as pedras...
Eu ouço o teu chamado - Leio tuas pegadas
Sinto a umidade no ar...
Acorde... Estou sozinho no escuro...
Acorde eu a liberto...
Acorde... Posso fazer pulsar teu coração!
Os gritos serão silenciados
O teu ultimo beijo foi destinado a mim
E eu seguro tuas mãos frias e rígidas
Hesitantemente você se levanta,
Estou a delirar...
Você me leva para dentro do teu coração sombrio
Estou com frio - Tenho medo!
Batendo nas rochas três vezes,
E assim ecoa meu vazio
Minha dor agonizante,
Meu medo de te perder!
Meu corpo fraco e trêmulo
Quebrado e abatido
Se esconde no profundo de tua alma infundada...
O meu beijo saudoso - O despertar
Nas alturas eu te liberto - Coração de pedra
Você segue estas mãos - Sente minha pulsação
E a beleza assim eu posso ver brilhar
Nos teus olhos que se fecham ao chorar
Lágrimas secas que se escorrem,
Gota a gota caminhando sobre o chão...
Que floresce tão belo e misterioso,
Que chega até a assustar!
Eu terei de deixar o beijo da despedida,
Até o fim desta partida - Juntos para sempre..
E quando as sombras caírem
Entre teus lábios,
Eu quero estar!
Me perdendo no silêncio - E calor
Da tua alma - Do teu corpo
Pela eternidade a delirar!


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