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sexta-feira, 13 de março de 2015

Deserto vermelho I

O espírito que vaga sob as águas
Com o coração dilacerado
Foge das serpentes que caminham sobre a terra
Uma terra que sangra
Da garganta de tolos, em riachos
De planícies dilaceradas pela guerra
A donzela esta deitada
Sobre a rocha pontiaguda
E um pássaro em chamas sai do portal...
Colinas negras
Bombardeadas pelo desespero
A graça ao alcance de teus braços...

O espírito oferece a espada
Ela lava as mãos com sangue frio
Um palácio de luz
Uma águia negra
Serpente vingadora do caos!
Um corpo submerso
Em um poço negro de angústia
A doce lágrima...
Primeira gota em um deserto vermelho!
As profundezas do mar,
Um túnel de facas afiadas
O triangulo dourado
Destaca-se contra um céu nebuloso
Uma montanha de crânios
Árvores azuis,
Um jardim de rosas abrem passagem
Para queles que vagam sem fim...
Quatro quedas de água inundam a Terra
E o livro sagrado,
Agora não se passa de cinzas!
O cadáver vestido de noiva
Caminha pelos corredores da Igreja
Em um deserto vermelho...
As pedras do circulo
Transformam-se em sapos
E o esqueleto da criança,
Dança sobre a lareira.


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