Novamente a mesma historia
Você me quebra em mil pedaços,
Me joga para baixo,
Fazendo com que eu perca a razão
Indisposto e superficial
-Vai a merda! Você não sabe de nada!
Egocêntrico e prepotente
Vou te enterrar bem fundo!
Nesse momento eu vivo
-Acorde!
Com os joelhos ralados eu me levando
- Vai a merda! Suas palavras já não me machucam mais!
...
É preciso sentir para ser real
Você é apenas uma sombra embaçada
Respire fundo e venha a mim
Tente se sentir real
Novamente eu vivo
E você se torna apenas uma lembrança
Imutável e muda
- Vai a merda! Você não tem mais controle sobre mim!
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terça-feira, 14 de abril de 2015
Alvorecer
Desfigurada em pranto,Anestesiada e ébria
Pensamento vago de dor,
Carregada pela ânsia do outrora
Sonho aflito, incabível
Sou um monstro, sou o teu espirito
Alma penada errante,
Saturada de causas infundadas
Desintegrando-se na sombra do alvorecer...
Pensamento vago de dor,
Carregada pela ânsia do outrora
Sonho aflito, incabível
Sou um monstro, sou o teu espirito
Alma penada errante,
Saturada de causas infundadas
Desintegrando-se na sombra do alvorecer...
segunda-feira, 13 de abril de 2015
A sombra
Em completo silencio me afundo no vazio
Entre a volúpia treva exorbitante,
Cavando em minhas entranhas o meu desconhecer;
Castigo oculto de não saber
Os dias se desintegrando e o não dizer
Eis que sou a sombra do meio dia;
Agarro-me friamente aos teus pés
Dançando alegoricamente a tua volta
Eis que desapareço e enlouqueço;
Reintegro-me rodopiando ao teu redor
Enquanto o relógio impiedoso badala,
O cuco grita arrepiando minha cerne
Eis que agora vivo...
Entretanto, eis que agora já não existo...
Um eco inconstante negligenciado!
Entre a volúpia treva exorbitante,
Cavando em minhas entranhas o meu desconhecer;
Castigo oculto de não saber
Os dias se desintegrando e o não dizer
Eis que sou a sombra do meio dia;
Agarro-me friamente aos teus pés
Dançando alegoricamente a tua volta
Eis que desapareço e enlouqueço;
Reintegro-me rodopiando ao teu redor
Enquanto o relógio impiedoso badala,
O cuco grita arrepiando minha cerne
Eis que agora vivo...
Entretanto, eis que agora já não existo...
Um eco inconstante negligenciado!
sexta-feira, 10 de abril de 2015
Medo
Eu sou o grito na noite que ecoa no horizonte
Eu sou o medo de fechar os olhos e repousar,
O medo constante de permanecer ali paralisado de olhos fechados para toda eternidade... ;-/
Hoje
Hoje o que tenho em minhas mãos apenas tem valor para mim
Se tu levar em busca da tua felicidade
Vai adoecer na duvida e na decepção
Pois o que está aqui apenas tem importância a mim!
O ceifador
O ceifador compareceu ao teu velório,
Embalada em teu sudário de amargura
Fragilmente com suas rosas sepulcrais
Ele a observou meticulosamente...
Se aproximou do teu corpo e disse:
- Desapegue-se desse recipiente!
Amedrontada e transparente cravou suas unhas em sua própria carne
- É a minha morada!
Com suas vestes negras de mistérios, ele tirou sua capa negra e jogou sob o cadáver...
Quando puxou a capa já não havia nada ali!
Embalada em teu sudário de amargura
Fragilmente com suas rosas sepulcrais
Ele a observou meticulosamente...
Se aproximou do teu corpo e disse:
- Desapegue-se desse recipiente!
Amedrontada e transparente cravou suas unhas em sua própria carne
- É a minha morada!
Com suas vestes negras de mistérios, ele tirou sua capa negra e jogou sob o cadáver...
Quando puxou a capa já não havia nada ali!
Minha libido
Nos mais inimagináveis sonhos busquei a ti,
Meu delírio sombrio libertinoso
O âmago do meu ser grita por ti!
A gota preciosa escorre por minha face rumo ao chão,
E o corpo morto sussurra o segredo,
Na fria sepultura eu adormeço ...
Minha pele cintila a luz da lua
O corvo grita na chuva fria
A tristeza da noite embala o meu espirito...
Onde esta?
Para onde foi?
Apenas perguntas sem respostas ...
Uma voz sem rosto
Um calor sem presença
Já me perdi no silencio do vazio.
Meu delírio sombrio libertinoso
O âmago do meu ser grita por ti!
A gota preciosa escorre por minha face rumo ao chão,
E o corpo morto sussurra o segredo,
Na fria sepultura eu adormeço ...
Minha pele cintila a luz da lua
O corvo grita na chuva fria
A tristeza da noite embala o meu espirito...
Onde esta?
Para onde foi?
Apenas perguntas sem respostas ...
Uma voz sem rosto
Um calor sem presença
Já me perdi no silencio do vazio.
Na eternidade
O beijo frio da morte encerra esta jornada
Abrindo os meus olhos para uma nova caminhada
Soprando novos ventos e madrugadas
Na eternidade que é o meu viver!
Errante
Os sinos badalam a meia noite
Todas as sombras do inexistente se amontoam
Fantasmagóricas caminham rumo as ruas e avenidas
Relembrando as dores e amores de outrora
Buscando os cheiros e sabores
De uma vida que se encerrou!
Todas as sombras do inexistente se amontoam
Fantasmagóricas caminham rumo as ruas e avenidas
Relembrando as dores e amores de outrora
Buscando os cheiros e sabores
De uma vida que se encerrou!
A vela
Observo os candelabros de cobre com as velas negras acesas,
Suas chamas dançam soturnas
Abraçando as sombras da noite.
As trevas balançam as chamas ao vento
Como em um balé fúnebre
O vento sussurra seu lamento.
Escorre o sebo preto e começa a gotejar,
Endurecendo-se na mármore negra
A chama se extingue e a treva predomina !
Suas chamas dançam soturnas
Abraçando as sombras da noite.
As trevas balançam as chamas ao vento
Como em um balé fúnebre
O vento sussurra seu lamento.
Escorre o sebo preto e começa a gotejar,
Endurecendo-se na mármore negra
A chama se extingue e a treva predomina !
terça-feira, 7 de abril de 2015
Timidez
Tão formidável beleza lhe afigura
Com seu sorriso repuxando os cantos de seus lábios
E uma mecha de seus cabelo se projetando desafiadoramente,
Sobre seus olhos castanhos
Quando tu magnifico elixir se aproxima
Alguns pensamentos ligeiramente lascivos
Tentam-me tortuosamente, quase diabolicamente,
enquanto observo as curvas dos seus quadris.
Teu brilho irradia quase como a luz do sol
Chega a ferir meus olhos a tua perfeição
Sempre pomposa e perfumada
Perambulando pela praça dos Angiculos.
Certo dia torceu o tornozelo diante de mim,
Perdendo o equilíbrio resvalou para um lado
Sendo obrigada a se apoiar sobre a imundice do chão
Agraciei-a com um sorriso estupido
Insinuei-me rapidamente à sua direção
Lhe ofereci minha destra
Graciosamente ela ergueu a cabeça e observou-me,
Segurou vulneravelmente minha mão e ergueu-se.
Fitando-a lentamente em busca de possíveis machucados,
Não havia nada visível, apenas sujeira em suas mãos e joelhos
Ela deu leves palmadas sobre os joelhos e suspirou timidamente
Enquanto observava o chão.
Agradeceu-me com um sorriso no canto da boca,
E formosamente seguiu seu percurso
Enquanto ela desaparecia no horizonte eu a admirava,
Calmo e meticuloso.
Ah... Palpita-me o peito com seu encanto,
Sinto o solo trepidando e os pássaros cantarolando
Oh... Pudera ao menos saber o seu nome,
Mas acovardado infante permaneci petrificado pela minha timidez.
Com seu sorriso repuxando os cantos de seus lábios
E uma mecha de seus cabelo se projetando desafiadoramente,
Sobre seus olhos castanhos
Quando tu magnifico elixir se aproxima
Alguns pensamentos ligeiramente lascivos
Tentam-me tortuosamente, quase diabolicamente,
enquanto observo as curvas dos seus quadris.
Teu brilho irradia quase como a luz do sol
Chega a ferir meus olhos a tua perfeição
Sempre pomposa e perfumada
Perambulando pela praça dos Angiculos.
Certo dia torceu o tornozelo diante de mim,
Perdendo o equilíbrio resvalou para um lado
Sendo obrigada a se apoiar sobre a imundice do chão
Agraciei-a com um sorriso estupido
Insinuei-me rapidamente à sua direção
Lhe ofereci minha destra
Graciosamente ela ergueu a cabeça e observou-me,
Segurou vulneravelmente minha mão e ergueu-se.
Fitando-a lentamente em busca de possíveis machucados,
Não havia nada visível, apenas sujeira em suas mãos e joelhos
Ela deu leves palmadas sobre os joelhos e suspirou timidamente
Enquanto observava o chão.
Agradeceu-me com um sorriso no canto da boca,
E formosamente seguiu seu percurso
Enquanto ela desaparecia no horizonte eu a admirava,
Calmo e meticuloso.
Ah... Palpita-me o peito com seu encanto,
Sinto o solo trepidando e os pássaros cantarolando
Oh... Pudera ao menos saber o seu nome,
Mas acovardado infante permaneci petrificado pela minha timidez.
segunda-feira, 6 de abril de 2015
A rapariga
A cólera me salta aos olhos,
Enquanto rasga meu peito com suas mãos
Crava suas unhas cruelmente e arranca meu coração
Impotente observo-a enquanto crava os seus dentes,
Com seu olhar egocêntrico e perverso...
Sou apenas um pedaço de carne vazio
Inútil e desprezível...
Descarta-me no beco aos vermes
Sem nenhum tostão,
Suga-me a vida!
Megera ingrata e insolente
Toma-me como uma taça de vinho
Despindo-me ao delírio,
Não és um ser humano
Tenho certeza que é o próprio Diabo!
Usufrui de meus bens de meu corpo
Sacolejando-me até derrubar-me
Agora enfermo me abandona,
Na treva vazia e soturna do esquecimento
Em meio a lama de uma cova fria!
Enquanto rasga meu peito com suas mãos
Crava suas unhas cruelmente e arranca meu coração
Impotente observo-a enquanto crava os seus dentes,
Com seu olhar egocêntrico e perverso...
Sou apenas um pedaço de carne vazio
Inútil e desprezível...
Descarta-me no beco aos vermes
Sem nenhum tostão,
Suga-me a vida!
Megera ingrata e insolente
Toma-me como uma taça de vinho
Despindo-me ao delírio,
Não és um ser humano
Tenho certeza que é o próprio Diabo!
Usufrui de meus bens de meu corpo
Sacolejando-me até derrubar-me
Agora enfermo me abandona,
Na treva vazia e soturna do esquecimento
Em meio a lama de uma cova fria!
domingo, 5 de abril de 2015
A vampira
As veias do seu pescoço cintilam espalhafatosas
Elas ardem em gritos libertinosos
Ansiando por mim,
Desejando meu toque!
Sombrio senhor em vestes de mistérios taciturnos,
Visitastes o meu jazigo
Cobrindo a poeira com suas lágrimas soturnas
Eis que me disponho ao seu desejo!
Buscastes a treva com tão profunda determinação
Eis que lhe afago a face!
Sua libido se encontra em meu sudário,
Lhe enxugarei o pranto eternamente
-Toma, beba deste cálice!
A noite lhe embala até a estrela da manhã
Deleite-se do pulsar abaixo do teu peito
Eis... que o mesmo já não pulsará!
Aninhe-se sobre o meu busto,
deixe-me acariciar os seus cabelos
Sinta a brisa frigida da noite,
Pois logo a mesma não lhe magoará!
Esqueça... o ontem que já terminou...
Quieta-te aqui meu senhor, sou eu que tu buscava
Sim... Eu sou...
- O beijo gélido da imortalidade!
Elas ardem em gritos libertinosos
Ansiando por mim,
Desejando meu toque!
Sombrio senhor em vestes de mistérios taciturnos,
Visitastes o meu jazigo
Cobrindo a poeira com suas lágrimas soturnas
Eis que me disponho ao seu desejo!
Buscastes a treva com tão profunda determinação
Eis que lhe afago a face!
Sua libido se encontra em meu sudário,
Lhe enxugarei o pranto eternamente
-Toma, beba deste cálice!
A noite lhe embala até a estrela da manhã
Deleite-se do pulsar abaixo do teu peito
Eis... que o mesmo já não pulsará!
Aninhe-se sobre o meu busto,
deixe-me acariciar os seus cabelos
Sinta a brisa frigida da noite,
Pois logo a mesma não lhe magoará!
Esqueça... o ontem que já terminou...
Quieta-te aqui meu senhor, sou eu que tu buscava
Sim... Eu sou...
- O beijo gélido da imortalidade!
A ébria
Me perco em ecos do meu subconsciente
Sou um reflexo vazio diante o espelho
Não sou aquela que se apresenta diante de mim
-O que me tornei?
Uma mancha seca descascada
A poeira sobre o seu casaco
Um eco inconstante das idas e vindas do meu ser!
Meu corpo atrofiado e exausto
Se deita sobre a mesa de mármore negra
Fitando o céu amontoado de estrelas
- Pudera eu descansar!
Levanto-me e tomo um gole áspero de vinho
-Quisera morrer neste gole!
Maldito vinho de amargura,
Que me afunda, que me tortura!
Apenas mais um gole, um só!
O vinho, leva ao cigarro e o cigarro leva a ruína...
A sarjeta fria esta a minha espera
Minha querida amiga e morada!
Sou um reflexo vazio diante o espelho
Não sou aquela que se apresenta diante de mim
-O que me tornei?
Uma mancha seca descascada
A poeira sobre o seu casaco
Um eco inconstante das idas e vindas do meu ser!
Meu corpo atrofiado e exausto
Se deita sobre a mesa de mármore negra
Fitando o céu amontoado de estrelas
- Pudera eu descansar!
Levanto-me e tomo um gole áspero de vinho
-Quisera morrer neste gole!
Maldito vinho de amargura,
Que me afunda, que me tortura!
Apenas mais um gole, um só!
O vinho, leva ao cigarro e o cigarro leva a ruína...
A sarjeta fria esta a minha espera
Minha querida amiga e morada!
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