Sou tão covarde ao ponto de pensar,
Que assim tão facilmente minha vida poderia se acabar
Eu sempre amei a todos
E de varias formas tentei me expressar
Minha família destruída,
Nunca tive carinho ou amor
E assim na rua eu cresci
Aprendi com as flores e assim semeei meus grãos
Descobri que embaixo de cada pedra talvez exista perdão
E a cada um eu descrevia minhas dores
Assim carregando-os dentro de mim como amores
Me privei de pequenos prazeres,
Pequenos refúgios
Grandes vícios,
Porém não me arrependo
Talvez por medo, ou por lucidez
Porém ainda hoje...
Assim como uma criança eu caio,
Nesse chão e me deito
Eu beijo esse chão,
Onde serei presa
E minha carne assim sera arrebatada por vermes
Amar a todos não foi meu defeito
Meus amigos me deixaram
Minha família não dá a minima para mim
E todos os meus amores guardam de alguma forma rancor de mim!
Até logo!
Meus antigos amigos, meus antigos amores, minha família amaldiçoada
- Ou qualquer um que guarde lembranças minhas
Assim como um covarde eu me despeço
Assim tão triste como sempre vivi,
A sombra da criatura perfeita que me descreviam
Meus sonhos, minhas lembranças, minha amargura
Todas afogadas em pílulas...
Como eu odeio ser assim
Tão impotente... Tão frágil...
Tão ridiculamente covarde...
-Eu apenas vou até onde minhas pernas, aguentarem caminhar!

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