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terça-feira, 17 de março de 2015

Lambendo minhas feridas

O pêndulo continua balançando
De um lado para o outro
Lambendo minhas próprias feridas
Debruçada nos degraus empoeirados da igreja
Onde ali jaz minha agonia.
Eu caí com esses joelhos,
Onde um dia na mármore fria
Um anjo se deitou...
As flores murcham se eu as toco
Minhas lágrimas ao tocarem o chão,
Se transformam em pedras...
Eu rezo na escuridão da noite,
Para que pare...
Mas o pêndulo continua balançando sobre a minha cabeça
E eu ali lambendo minhas próprias feridas
Debruçada nos degraus da igreja
Onde os anjos sopraram suas cinzas sepulcrais.
Minhas lágrimas se petrificaram aos pés do se de luz majestosa
E ele grita - Deixe-me dormir!
Eu estendo suplicantemente as minhas mãos,
Eu entrego a ti meus lamentos...
Por favor... Eu rezo na escuridão da noite...
Para que me liberte...
Eu caí com esses joelhos,
Onde um dia na mármore fria
Um anjo se deitou...
As cinzas se espalharam pela escadaria da igreja
E ainda assim eu continuo lambendo minhas próprias feridas.


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