Meu corpo dilacerado sobre a cama
Sangue escorrendo por entre os lençóis
O ar está parado...
Nada está se movendo...
Nada... Além do sangue...
Vermelho... Viscoso...
Que a cada momento escore... Mais e mais...
Sobre o tapete cinza...
Suspiros vazio,
Olhar mórbido
Coração partido...
Tudo o que fui,
Tudo que sou,
Morre agora!
Em um quarto escuro,
Preenchido por estampas vermelhas
Sua roupa, seu retrato
Seu reflexo, minha alma...
Esperanças dissecadas em um vermelho sangue
Mas isso... Somente eu podia perceber
Pois vermelho eram meus olhos
Que ainda brilhavam
Transparecendo a cólera que senti!
A noite sussurra seu lamento
O tempo parece diminuir-se gradativamente,
A cada instante...
Já posso sentir o teu calor,
Já posso ouvir a tua voz
Você está tão perto!
Porém não consigo encontrá-lo
Mergulhado nas trevas
De um desejo profundo e insano,
Preciso de você!
Não há mais volta...
Mergulhei em um poço de angústia
Derramando sangue,
Ao invés de lágrimas...
Almas que se tocam
Historias que se completam
Destino que se misturam
De mãos dadas é a única maneira de aterrissar...
Planeta pintado de piche
Paisagens proibidas
Segredos sepultados no silêncio
Síndrome serena de sentir-se só...
Soluço sincero de uma voz selada
Lutando contra as trevas,
Vagando sozinha em sua lápide
Alma que se agoniza e se abre
Revelando relutantes ruídos
Permita-me outra vez sonhar com a luz!?

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