E uma garota taciturna,
Ainda que sentimental
Sente a torturante falta de seu amor
Em sua solidão - Uma quimera
Seu maior anseio,
Suaviza-se em uma taça de vinho tinto
Ao qual molda uma dor inacessível.
Lentamente, muito lentamente
Torna-se ébria
Deita-se no banco de concreto
E lentamente começa a sonhar...
-Uma vez aqui, tão fácil se deixar ficar!?
Uma traição enterrada em sua alma
E seu coração juvenil
Chora... Grita... Agoniza-se em transtorno.
O que sobrou de consciência
A pobre garota ébria
Fez com que subisse uma ânsia
Ao alto de sua garganta;
Sentiu uma imensa dor
Como a de um enfarto
E enfim... Lentamente
Seu coração parou de bater!

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