Sua voz ecoa no quarto escuro,
Um sussurro afável e sedutor
Será que já faz tanto tempo assim?
-Já me falha a memória...
Entorpecida na nebulosa solidão,
Enlouqueço na frialdade dos meus lençóis
Observando o quarto preenchido por estampas vermelhas,
No canto da parede eu posso ver,
Alguns respingos escarlates enegrecidos
Cuja outrora seu corpo se debatia.
Contigo o riso pairava pelo ar até altas horas,
Mas hoje apenas o que me restam são memórias
Distorcidas pelo tempo, pelo amargo veneno dos dias
Envelheço arraigada de fronte ao espelho preto
- Oh fria terra, que me satura de cobiça!
Quero a ti a todos os dias e noites acinzentadas
Apenas a ti, desde que Hellen se foi para o teu aninho.
Entre o húmus, me livrarei do pesar e das memórias
E a ti serei fiel, amada terra, faz de mim teu alimento.
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sexta-feira, 14 de agosto de 2015
Esperança no invisível
A ânsia de existir me faz inquieta,
Entre olhares maliciosos eu me contorço
Em um retrato cuja forma não sou eu
Adaptando-me de diversas maneiras entre as frestas,
Frestas soltas da moldura envelhecida.
Vozes que dizem sem querer dizer,
Pacatos rostos translúcidos sem expressão
Dentre todas as ruas que passei,
Becos, vielas, botecos, santuários e avenidas...
Apenas um grande Teatro sem paixão.
Erguendo as sobrancelhas com a boca enrijecida
Olhar manso, e passos inconstantes
Solitários e vazios, buscando esperança acima de suas cabeças
Quando realmente, deveriam olhar para dentro de si mesmos
Entorpecendo-se no fazer e não no querer.
Entre olhares maliciosos eu me contorço
Em um retrato cuja forma não sou eu
Adaptando-me de diversas maneiras entre as frestas,
Frestas soltas da moldura envelhecida.
Vozes que dizem sem querer dizer,
Pacatos rostos translúcidos sem expressão
Dentre todas as ruas que passei,
Becos, vielas, botecos, santuários e avenidas...
Apenas um grande Teatro sem paixão.
Erguendo as sobrancelhas com a boca enrijecida
Olhar manso, e passos inconstantes
Solitários e vazios, buscando esperança acima de suas cabeças
Quando realmente, deveriam olhar para dentro de si mesmos
Entorpecendo-se no fazer e não no querer.
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