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quarta-feira, 11 de março de 2015

Céu soturno

As marcas na pele
O principio da obsessão
As feridas do amor

São nuvens sem água
Levadas pelo vento
De uma parte a outra
São como árvores murchas
Infrutíferas e mortas
Desraigada na escuridão

Ondas impetuosas do mar
Que escumam as suas mesmas abominações
Arrebentando-se na margem da praia

Estrelas errantes rasgando o céu
Para o qual eternamente esta reservada
A negritude das trevas!


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