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domingo, 22 de março de 2015

Minhas mãos

São apenas sensíveis
Ás vezes rudes,
Podem acariciar
E também machucar...
São elas que te enlouquecem...
São elas que te atraem...
São elas que queimam ao tocá-lo...
Minhas humildes mãos
Que arrancam a terra do chão
Abrindo um buraco,
Que ali um dia irei de me deitar...
Mãos... Minhas mãos...
Quentes e pegajosas,
Ás vezes frias e vazias...
Aquecem... arranham... enlouquecem...
Fazendo a pele arder... Fazendo a pele sangrar...
Mãos rudes e doces,
Minhas mãos...
Amáveis e raivosas....
Minhas mãos...
Loucas e tolas...
Arranham e cortam a carne
Fazendo-te estremecer
Gritar em agonia
E morrer de prazer...
Em meus abraços vazios
E beijos sem amor
Minhas humildes mãos...


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