Translate

quarta-feira, 11 de março de 2015

Chakal

Sou um escravo do teu amor
Um vaso frágil,
Que é arremessado contra a parede
Se despedaçando em milhões de cacos.

Sou apenas um pedaço de carne
Se deitando e contemplando a morte
No sudário da magoa sepultada
Perpetuamente com um coração perfurado.

Escutaste o canto fúnebre da morte?
Apagando o fogo em minha pela,
Manchando-a de sangue
Que brota de minhas veias?

Minhas mãos estão velhas e ruidosas
E minha cabeça cansada
De ver a paz em mim sendo devorada
Pelo ódio voraz e insano.

Meu espírito intranquilo
Aumenta com lágrimas
O fresco orvalho matutino
Impulsionado por sentimentos e fantasias.

Acrescentando nuvens as nuvens
Com profundos suspiros
Apenas o sol me contagia
Abrindo as densas cortinas dos meus olhos taciturnos.

Deitada em meu leito
As trevas me aprisionam
Expulsando o belo dia
Trazendo assim uma noite artificial.


Nenhum comentário:

Postar um comentário