Sou um escravo do teu amor
Um vaso frágil,
Que é arremessado contra a parede
Se despedaçando em milhões de cacos.
Sou apenas um pedaço de carne
Se deitando e contemplando a morte
No sudário da magoa sepultada
Perpetuamente com um coração perfurado.
Escutaste o canto fúnebre da morte?
Apagando o fogo em minha pela,
Manchando-a de sangue
Que brota de minhas veias?
Minhas mãos estão velhas e ruidosas
E minha cabeça cansada
De ver a paz em mim sendo devorada
Pelo ódio voraz e insano.
Meu espírito intranquilo
Aumenta com lágrimas
O fresco orvalho matutino
Impulsionado por sentimentos e fantasias.
Acrescentando nuvens as nuvens
Com profundos suspiros
Apenas o sol me contagia
Abrindo as densas cortinas dos meus olhos taciturnos.
Deitada em meu leito
As trevas me aprisionam
Expulsando o belo dia
Trazendo assim uma noite artificial.

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