Com seus cabelos ao vento
Ela caminhava desamparada
Com seu olhar desatento
Tendo seu corpo molhado pelo relento.
Seu coração palpitava,
Pelo espinho do amor sangrava
Em tristes gotas por onde caminhava
Melancolicamente ofegava.
O terror que na sua alma aflora
Impiedoso e impassível
Insulta tua força de vontade
Desprendendo-a de sua vaidade!
Álgido e fresco é o seu delírio
Se é dia ou noite já não lhe importa
Fatigada ela se ajoelha ao chão
Arrastando a terra com as mãos.
No inicio havia a morte em sua consciência,
Arrastando-se sordidamente por suas veias
Portando agora, apenas leva as mãos contra a cabeça
Sucumbindo a ânsia de descansar.

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