Boneco de cera diante do fogo...
Seus traços se desvaneceram,
Os olhos se aprofundaram nas órbitas,
O nariz desapareceu...
Depois os membros cederam
E todo o seu corpo se abateu
Como um edifício que se desmorona
Não restou mais que sua cabeça,
Derretendo sobre o tapete velho.
O molde largado sobre a mesa
Cria vida...
Roubando a força vital do pobre boneco de cera
Em meio ao fluxo de energia demoníaca
Gravado as aquisições de sua alma.
A vida vai e vem...
Somos como um envelope sutil
Um corpo ordinário
Que se desgasta e morre...

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