Línguas afiadas...
Palavras que sugam a nossa essência ao serem recitadas,
Em vez de ouvir profecias
No abundante sempre-verde
Venha para os meus braços pálidos...
Deixe suas vestes brancas caírem ao chão
Você será meu agora...
Se contorcendo de agonia...
Gritando...
Uivando através de minhas veias,
Em um cântico fúnebre de estrelas
Cheio de palavras venenosas e profundas.
Tire tua mascara...
Venha para meus braços...
Agarre-se ao meu corpo frio...
Aqueça-me nesse inverno...
Meus lábios de luxuria,
Que te arrastam a fronteira do abismo
Onde minha carne o assombra
E do céu predadores caem como guilhotinas!
Na clareira negra da selva densa,
Eu me curvo sob as chamas...
Vestindo-me com teu manto escarlate...
Meu senhor...
Anjo decaído em trevas turbulentas...
Dois cães do inferno enfeitiçados...
Corações batendo forte...
Correndo céu a fora...
Sob as nuvens de Marte...
Sugando a vida...
Drenando o sangue...
Dilacerando os sonhos imaturos de toda humanidade...
Que grita...
Fervendo em um caldeirão fedendo a enxofre e sangue podre...
Rasgando o céu, caindo sobre a terra seca...
Abrindo um buraco no chão...
Criando raízes sombrias e misteriosas...
De crânio em crânio...
Não há diferença entre gênero ou faculdades...
"Das cinzas viemos, para as cinzas voltaremos"
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