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segunda-feira, 2 de março de 2015

Nunca mais!

A esperança foge de minhas mãos a cada manhã que vem surgindo
Pois acordo sempre sozinha em meu quarto preenchido por estampas vermelhas,
Nenhum gozo na madrugada seria capaz de apagar esse vazio do meu interior.
Amores que vem e vão
Pessoas que desaparecem por entre lembranças amargas
Pegando fogo, rasgando meu interior.

Pó a pó - Cinza a cinza
Desaparecendo na imensidão
Sendo levados pelos ventos do destino
Ficam apenas na nossa memória
Os sorrisos, as lágrimas, e as loucuras
Tudo é retirado de nos
Só nos resta o vazio - A saudade!

Palavras que são ditas apenas uma vez
Nunca mais são repetidas
Sentimentos que nunca mais serão sentidos novamente
Tudo dura apenas uma vez
Uma noite...
As vezes muito longa
As vezes nem tanto...
Mas nunca voltam - Nunca mais!

O primeiro brinquedo
A primeira ferida
O primeiro beijo
A primeira paixão de inverno
O primeiro adeus da partida
A primeira lágrima
O primeiro momento de loucura...

Apenas uma vez e nunca mais!
Pequenas tragédias, outras nem tão pequenas assim
Mas acontecem apenas uma vez
E nunca mais!
Ficam enraizadas na memória
As vezes algo é esquecido...
Mas não é nada de tanta importância assim
Pois coisas importantes nos perturbam sempre
Para não serem esquecidas jamais!

Fico triste as vezes
Em imaginar que no meu futuro
Eu me lembrarei de tudo
Que nunca mais voltarei a rever
Pessoas, coisas, emoções, paisagens
E sempre existe um vazio no meu coração
Que eu chamo de Nunca mais!

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