Perdi tudo o que eu tinha
Estou derrotada...
Minha lucidez agora me entorpece,
Pois outrora estivera embriagada
Estou em silêncio
Mas quero gritar...
O silêncio toma conta de minha alma vazia.
Perdi toda e qualquer possibilidade de você me amar
Perdi meu medalhão na rua...
Estava escuro... Eu tive medo...
Quero minha sorte de volta...
Sorte que me rondava em um pedaço de metal barato,
Com alguns símbolos sagrados...
Onde está você?
Eu já me despedi dele...
Ele saiu pela porta furioso,
Um dia eu o amei...
Mas hoje tempo que nunca amarei mais ninguém com retribuição...
Erros de uma vida que não voltam mais...
Quem era aquele de cabelos longos sentado na esquina?
Quem era você na multidão?
Você me deixou...
E eu não sei se estou triste por isso,
Ou pelo meu orgulho jogado na lata do lixo.
Meus olhos estão embasados ainda,
A ânsia de vomitar essas malditas lembranças de mim
Meu corpo dói...
Mal posso mover os meus braços...
Não sei o que bebi...
Só sei que por um instante pude me sentir melhor...
E o frio não estava ali...
Tenho fome, tenho sono, tenho sede...
E eu me perdi...
Não sei se é amor ou desejo...
Só sei que quando o vejo eu tremo...
E em instantes perco a respiração...
Olho tua boca macia e tenho vontade de despi-lo...
Quero sentir o calor dos teus braços.....
Mas meu medalhão está jogado em algum lugar daquela rua vazia!
O cordão que o envolvia se soltou...
Assim como soltei as mãos daquele que me amava,
Só para ter você...
Mas você me deixou...
Tudo sempre desaparece na minha vida...
Meus adornos, meus dogmas, meus deuses,
Meus amigos, minha família, meus amores...
Tudo sempre é levado de meus braços...
E sempre fico imóvel...
Parada olhando...
Morbidamente... Sem mover um músculo
Sentindo a falta do meu medalhão dourado!
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