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segunda-feira, 2 de março de 2015

Desperdício de palavras

Hoje eu desenho o cheiro das árvores
Não tem altura o silêncio das pedras
Entra em mim um delírio de luxuria
Ela há de deitar sobre meu corpo nu.

Beije meus lábios flácidos
Abrace meu corpo frio
Maltrate minha pele santa
Faça-me envolver por lágrimas.

Conhece-te a ti mesmo!
Ocupo muito em mim com o meu desconhecer
Gostaria de aprender,
Um jeito de fugir da vida.

Sou puxada por ventos e palavras insanas
Conversar com os mortos seria loucura?
Então viver entre os vivos,
Seria motivo de internação!

Não venho de nobres mentes
Sou uma desconhecida
Vagando perdida,
Em um mundo cercado de irmãos.

Maior que o infinito é o incolor
Preciso do desperdício das palavras para conter-me
Pois ainda não estou convencida
Que um dia ouve o perdão!

O meu vazio é cheio de inerências
Sou muito comum com as pedras
O que está reservado para mim no futuro
Seria claro ou escuro?

A chuva deformou a cor das horas
E a placidez já se põe a mão das águas
Uma gota partiu meu coração ao meio
Será que arranquei as tripas de uma palavra?

Do que não sei o nome eu guardo as semelhanças
Não tenho competência de viver
E nem levanto ventos com alavanca
Minha boca entrega os meus pecados.

O céu é um cemitério de estrelas
E o meu coração...
Seria um cemitério de amores perdidos,
Magoas e loucuras inflamadas pelo choro?

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