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domingo, 8 de março de 2015

O poço

Levanto-me agora desse poço de imundice
Levanto-me despida com meu sudário
Erguendo-me da dor e do sofrimento
Aqui estou eu de pé ao lado do poço
Olho para mim mesma na lama do chão...

Meu sangue está gelado
Escuto gritos em minha mente
Mas meu corpo permanece calmo...
As vozes falam com minha alma
Que dorme em aflição dentro de mim
Desfrute do sangue que escore em meu pescoço,
Venha beba... Beba mais... Prove mais um gole...
Fique adormecido...

Mostre-me suas feridas,
Eu as farei sangrar
Eu farei com que tua carne fique macia...
Mostre-me suas laminas,
Creio que as minhas são mais brilhantes!

Sinta... Agora... Sinta mais um pouco...
O ódio é tão decadente,
Mas me transmite inspiração
Ao esmagar teu crânio
Cortando teu corpo com minhas navalhas...

Veja através dos meus olhos mortos
Sinta a angustia da qual me causaram,
Sinta a dor do meu sepultamento,
E siga além mais um pouco...
Veja as feridas que me causaram em vida...
E me de seu sangue para que eu viva!

Libertarei teu espirito dessa vida vazia,
Posso lhe mostrar os prazeres da noite sombria
Tome esse suco e faça-o útil
Mostre-me suas feridas,
Eu as farei sangrar novamente...

Eu te imploro,
Não me deixe sozinha nesse poço de angustia...
Me de a mão - Prometo não lhe puxar para baixo!
Saque seu punhal
Escute os gritos em minha mente
Veja a vida como eu a vejo
Sinta meu corpo gélido se deitar nos seus braços
E desfrute... Prove do meu sangue mais uma vez!


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