Translate

domingo, 8 de março de 2015

Do amor ao suicídio

Quando cai a noite
Os pássaros vão dormir
O sol à de repousar
As estrelas hão de aparecer.
Quando cai a noite
A melancolia vem ao ar
Sou mais um escravo do amor,
Um amor que se retirou do recinto
Ou que talvez nunca estivesse aqui,
Pode ter sido apenas ilusão!
Quando cai a noite
Com melancolia recordo-me de você,
Uma pessoa que sempre desejei
Mas nunca pude conhecer realmente,
Com simplicidade admito
Quando cai a noite sinto-me mais leve,
Porém triste sem a sua companhia
Para que entre seus braços eu possa me aconchegar!
Quando cai a noite
O cheiro do vinho é intolerante,
Impossível não beber
Assim a embriagues me toma por inteiro...
Desato-me em lágrimas
Sinto uma dor em meu peito,
Entre um silencioso gemido...
Volto à lucidez ao amanhecer,
Caído em traças ao chão
Sinto a claridade em meu rosto...
Quando cai a noite novamente,
Aos portais do cemitério não ouso caminhar
Pois uma alma perturbada,
A de me amedrontar com seus tormentos...
Quando cai a noite
Lembro-me de um beijo,
Que nunca aconteceu
Ai esta a magia de tudo,
Mais uma ilusão!
Ao cair da noite a procura do afago de minha amada,
Vou caminhando em rumo ao vale da morte
Onde sirvo cálices de meu próprio sangue,
A alguma divindade pagã que possa me trazer um amor...
Vejo-me distante de tudo,
No topo do mundo
A beira de um penhasco,
Não conseguindo ver possibilidades de um amor real
Uma penumbra cobre o céu,
O sangue escorre pelos meus pulsos
O vento grita a minha amargura,
Um corpo cai frigido ao chão
- Estou morto!


Nenhum comentário:

Postar um comentário