Apenas mais uma manhã
Acordo com a ânsia de beber
Buscando em cada gole
Algo que preencha meu vazio.
Toda noite dormia embriagado
Tentando ascender em mim á chama
Que nunca em mim brilhara
E no silêncio as miragens me consolavam...
A ninguém desejo esta história
Dos que, como eu,
Foram buscar seu anestésico
Para a dor vil que lhe apedrejava.
E que, como eu, morrerão também
Vazios enterrados na lama
Com seus corpos perfurados por vermes
E com a tua chama eternamente apagada!
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