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sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Tua falsa compania


Existe algo em mim tão branco como uma sala vazia
Algo estranho não muito simpático que ocupa o meu não saber.
Tão constante quanto a ânsia de viver
Porém este labirinto branco e vazio que permanece em mim
Me pune severamente em declínios temperamentais
Que entre linhas tortas e curvas eu despejo minha aflição
Agonizantes agudas horas em que me sento e abaixo a cabeça
Minhas costas pesadas e meu corpo sem movimento
Um sentimento estranho descontentamento
Meus olhos castanhos podem ver além do que seus olhos azuis podem ver
E se eu ousar dizer que posso tocar a pureza de uma rosa?
Acreditaria em mim ou me chamaria de tola?
Você não quer saber o que penso ou se meu perfume é de absinto!
Você apenas deseja meu tear para si
E por que não cria o teu próprio tear ao invés de invadir meu silencio roubando minha solidão me presenteando com tua falsa companhia?
Ao invés de me tomar as horas, tomar meu silencio e minha solidão com mentiras?
Vá em busca de teu próprio sol!
Eis que te sossegue, busque a compreensão de si mesmo sem me perturbar, eis que já tenho meus próprios pesares!



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