Existe algo
em mim tão branco como uma sala vazia
Algo
estranho não muito simpático que ocupa o meu não saber.
Tão
constante quanto a ânsia de viver
Porém este
labirinto branco e vazio que permanece em mim
Me pune
severamente em declínios temperamentais
Que entre
linhas tortas e curvas eu despejo minha aflição
Agonizantes
agudas horas em que me sento e abaixo a cabeça
Minhas
costas pesadas e meu corpo sem movimento
Um
sentimento estranho descontentamento
Meus olhos
castanhos podem ver além do que seus olhos azuis podem ver
E se eu
ousar dizer que posso tocar a pureza de uma rosa?
Acreditaria
em mim ou me chamaria de tola?
Você não
quer saber o que penso ou se meu perfume é de absinto!
Você apenas
deseja meu tear para si
E por que
não cria o teu próprio tear ao invés de invadir meu silencio roubando minha
solidão me presenteando com tua falsa companhia?
Ao invés de
me tomar as horas, tomar meu silencio e minha solidão com mentiras?
Vá em busca
de teu próprio sol!
Eis que te
sossegue, busque a compreensão de si mesmo sem me perturbar, eis que já tenho
meus próprios pesares!

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