Espere por mim
Sutilmente pude extrair o sangue daquela rosa
Manipulado pelo desejo dos anjos mortos
Embalsamei-me na eternidade
Em um êxtase sombrio e soturno
Busquei teu corpo na noite eterna
Sangrei no cálice da amargura
Pendurando-me entre os dois mundos
Apenas para sentir tua presença por alguns miseráveis
segundos
E preencher meu coração com as lembranças do teu sorriso
A nevoa a esculpiu como um doce anjo
Porem a engoliu como um condenado as trevas
Queima meu peito, rasga meu espírito
Pensar que já não está mais ao meu lado
Tornou-se cinzas em um retrato borrado
Jurei-te a eternidade em meus braços...
Mas você se foi minha vida...
Pude ver teus olhos se fecharem...
Espere por mim... antes de cruzar o portão...
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