Cai a chuva sobre meu corpo quente...
Não tenho para onde voltar...
Escrevi um livro com seu rosto
estampado
Em cada linha, desespero e mentiras
Tingidas de preto e cinza...
Talvez eu esteja mesmo perdida,
Caminhando nas inquietas ruas vazias
da cidade fria.
Carregando minhas memórias e uma
bolsa marrom
Acendo um cigarro sujando o de batom
Me matando trago após trago
Não sei para onde ir...
Tomei o vinho dos malditos
Aquele que se faz de paixão,
desilusão e absinto,
Acrescentando um pouco de magoa
sepultada no peito dos vencidos...
É um veneno divino aos aflitos!
Ah! Aquele beijo extremo,
Infeliz tapa no meu espírito!
Nas mãos, seca-me os olhos
Apenas carne e prazer
Onde está a fala doce?
Apenas vejo o sorriso rígido de quem
não sorri
Em um olhar egoísta, insólito, vazio
e cinza
O futuro é incerto
Porém as estações sempre seguem seu
curso
O ciclo continua sem medo...
- Por que você é a flor que insiste
em viver como um botão?
Oh! Linda garota do vestido azul
Saia das sombras que a menosprezam,
permita-se viver!
Viva um dia e esqueça os outros dias,
Apenas este dia, sem medo, sorria!
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