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sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Amarga lembrança


 Me contorço em um retrato vazio,
Cobrindo-me de sonhos e incertezas
Sorrindo petrificada, fingindo acreditar.

Preparo as malas e retiro a poeira do meu casaco,
Estou pronta para seguir em frente
Mas insisto em pensar no que estou deixando para trás.

O vazio em minhas gavetas não me satisfaz,
A estranheza dos tapetes mal arrumados
A ausência de som e vida nos cômodos frios.

Adorava o som do teu riso arrogante,
Que expunha a minha loucura claramente
O teu olhar decepando minha essência.

Foi apenas um sonho nebuloso,
Teu calor nunca existiu realmente
O que senti foi apenas a mentira nos meus lençóis.

Certa vez me disse que meu toque te preenchia
E o meu sorriso sanava suas dores,
Prometi estar sempre de braços abertos para ti...

Mas certa vez prometeu voltar para eles,
que aviam permanecido abertos enrijecidos
Prontos para segurar-te firmemente.

O dia se escureceu no momento que partiu,
Deixando-me com teus retratos de angustia

Preenchidos por desilusão.


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