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sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Inconsciente


Estava ali sentada petrificada sentindo frio
O vento soprava respingos de água no meu rosto
Não importava o quanto eu tentava me mexer não me movia
Apenas olhava as pedras do rio e a água correndo entre elas
Tudo o que me restava era o som da água correndo
Seguida do vento balançando as copas das árvores
Me sentia morta, apesar de algo dentro de mim estar gritando
Desventurados eram meus pensamentos que se afogavam no silencio
Já o dia se despedira e as estrelas iam emergindo no céu soturno
Continuo ali embriagada na minha lamentação
Minha alma brincava de pular as pedras do rio,
Enquanto meu corpo perecia imóvel
Os meus pés descalços tocaram a superfície da água
Novamente o vento soprava mas dessa vez era hora de ir
Alcançando a lucidez depois de meu longo devaneio
Terei agora de caminhar milhas até me encontrar
Senti assim a vida preenchendo-me 
Massacrando a dor e imortalizando a esperança
De que novos dias nasceram e os meus dias ruins se vão
Jazendo assim em um cemitério de lembranças
Unidas e esquecidas entre punhados de terra preta

Caminhando por entre as profundezas do esquecimento!


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