Então para onde foi aquele cheiro?
Meu afável pranto voou por entre a nevoa e foi esquecido!
Arrumei a cama e desfiz as malas, finalmente estou em
casa...
Ao olhar meu reflexo eu sei quem sou
Sem me perder nos meus pensamentos,
Eu apenas me deixo levar e chego aonde quero estar
Porém sublime nem sempre é a caminhada,
Nessa escura e assim nem sempre soturna estrada
Trago meu nome sem endereço, apenas caminho
Não julgo, não oculto, não minto...
Sou o que sou transparente e sorridente
Às vezes travo guerras em vão e caio
Mas às vezes derrubo meus próprios muros
Suave é o meu pranto de varias madrugadas
Doce é o sonho de liberdade
Por trás dos muros dessa cidade
Busco, insisto, luto, assim sou eu!
A imagem daquela que um dia morreu
Ouvindo vozes, canções do além
Vejo teu rosto e eu não sou ninguém
Vejo um humilde trovador, camponês
Correndo pela noite, voando alto
Sonhando com o dia que estará totalmente sóbrio...
Perdida não, apenas desacompanhada
Sozinha talvez, mas a lua me afaga
Estou buscando um fruto doce,
Talvez um dia eu o encontre e possa plantar seus grãos
Mas enquanto isso caminho em linhas tortas,
Descrevo minha frustração, assim derramo minha amargura
E vivo a vida, suavemente sem marcas nem selos
Apenas guardo meu nome sem endereço!

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