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sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Receio de amar


Um sonho intenso rubro,
Agora em cinza escuro,
Calado taciturno,
Carregado de desejo contido.

Embora fora silenciado,
Regozijo carne a carne teu corpo inteiro,
Tocar teu espírito esplendoroso,
Beijar tua face branda!

Desejo que o dia brilhe,
Com tão formidável fulgor,
Que ao abrir meus olhos serenos,
Possa ir de encontro aos seus.

Meu ego ereto e plausível,
É esquecido, permanece adormecido
Para que nas chamas da paixão eu possa me esquentar
E ainda assim humildemente me queimar!

Beber do vinho augusto dos que amam
E mesmo assim talvez eu possa me afogar,
Ainda me resta uma incerteza,
Incompetência, ou talvez receio de amar!




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