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sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

A coruja


Oh querida deusa da noite eterna,
Sangrei por ti, solitária naquele jazigo
Ali deitei-me em busca do teu aconchego
Porém ali seu corpo já não se encontrava
E na penumbra da noite eu me perdi...

Soturno, olhar perdido da coruja, olhar profundo, olhar vivido
Durante eras e eras sempre ali, coruja....
Que entre as sombrias noites me cobre com suas asas e me livra de todo mal
Oh deusa da lua cheia! Traga-a de volta!
Sangrarei por ti, sem me recompor, quero-a de volta...

Enquanto não a tenho em meus braços,
A vida segue como um pêndulo sobre mim, prestes a me partir ao meio...
Traga-a de volta, Minha deusa!
Farei com que mil corpos se petrifiquem em seu nome,
A espera de teu sublime toque!

Preencherei sua taça com meu sangue,
 E sua adaga será a ultima lâmina que meu corpo teria sentido...
Apenas a traga de volta, para o aconchego de meus braços
Mais um sorriso, tudo que peço, nem que seja uma alucinação, mas eu a almejo agora!

 Basta trazer minha introspectiva companheira!


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