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sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

O cigano


 Sentada no meio fio da calçada observo,
Carros indo e vindo com seu barulho irritativo.
Observo também as pessoas pelas calçadas,
Indo e vindo tão distantes mal sentem o vento a lhes tocar a face.
 Rostos opacos sem saturação alguma,
Me parecem automatizados a circular.
Montados em sua arrogância e superioridade
Caminham sem poder me ver.
 Enfim levanto-me com minha mochila,
Limpo minhas calças poídas e sujas de areia do asfalto.
Caminho rumo à noite eterna a me abraçar
Não sei exatamente a onde vou chegar.
 Planos, rotas, mapas, historias...
Rostos, adornos, memórias...
Ainda tenho muito para ver
Compreendo bem a relevância.
 Mas para seguir um ciclo satisfatório de aprendizado
Sinto, vejo e toco tudo a minha volta
E sempre o farei...
Eterno cigano por assim dizer.


 



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