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sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

É passageiro


 Nada me mantém imutável
Não possuo um nome
Marca ou endereço
Permaneço sem pregos,
Faixas ou panfletos...
 Sou um rosto translucido adjacente
Presente no teu suco, no teu vinho
Transparente e inodor
Como o líquido que escorre dos teus olhos cegos.
 Permita-me tocá-lo?
Posso trazer-te à realidade,
Abra teus braços para receber-me
Sou o som, o riso, o fluído do teu corpo.
 Eu sou à sombra da vela,
Sou a cena da novela,
Sou o medo do escuro,
Sou o tecido que cobre o teu corpo.
 A mentira caminha rapidamente,
Mas não esta impune,
Basta arregalar os olhos e ver
O que esta evidente.
 Sem mascaras, sem ídolos
Apenas edifícios e estruturas
Sinta o caos, a língua dupla
O frio abraça o teu espírito.
 Veja o que se tornou,
A raiva arranha o teu estomago
E o teu ego nunca se satisfaz,
Ter... Querer... Ser...
 Apenas bens de consumo esgotáveis,
Peças novas no armário,
Amuletos, anéis, um novo cabelo
Nova carne no mercado dos vermes famintos. 



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