Dance minha rosa,
Cante como o vento sopra em meus ouvidos,
Grite como o pesadelo de toda madrugada,
Caminhe como um felino,
Rasteje como uma serpente vingadora...
Venha a mim minha donzela,
Deixe-me ser seu abrigo,
Serei tua concha e você minha perola negra,
Você é o único tesouro que cativo,
Sereia dos rios vermelhos...
Vaga pela noite como um corvo pelo cemitério,
Sempre a espreita de mais uma vitima,
Posso ser seu apenas esta noite...
Posso deixar meu corpo se envolver no teu abraço,
Mas nunca deixarei que beije minha alma...
Dama da noite...
Caminhando com teu sudário por entre a nevoa densa e cintilante,
Fazendo-se de vitima e derrubando teu pranto
Por entre os jazigos de minha tempestuosa alma...
Tentando-me com teu fascínio...
A envolver-me com teu pano mortuário.
Quero me despedir de teus lábios vermelhos,
Quero nunca mais ter de sentir o teu odor mortuoso
Quero nunca mais ser tocado pelo teu corpo frio e despido,
Donzela com alma de velha...
Rainha da noite eterna.
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