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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Alma penada

Caminhando no escuro
Sentindo um cheiro entorpecente no ar
Rosas sepulcrais
Acompanhado de uma marcha fúnebre;

Onde está você?
Por que estou aqui sozinha ?
Onde está você?
Perdi o controle dos meus próprios passos...

Está tudo tão escuro,
Mal consigo enxergar meus pés...
Sinto frio...
Meu coração esta apertado;

Não... Não tenho nenhuma glória para mim,
Tudo que tenho é tormento
Meu sangue úmido agora escore entre seus dedos
Viscoso...Vermelho...Quente...

Nenhuma antiga falsidade se tornará verdade para mim
Nenhum dogma sufocante emperrará minha pena
Como pode a vítima dilacerada ao ermo,
Sentir amor por teu assassino,
Que sentiu prazer em arrancar membro por membro?

"Eu odeio tuas entranhas!"
Apontando o dedo sujo de sangue
Na cara do pobre pecador que se contorce no chão
"Essa é a hora de você se arrepender!"
Levantando seus machado de cinzas
Abrindo um caminho dentre a minha caveira
Como posso perdoá-lo?
Tão sujo... Tão terrivelmente macabro...
Com teu sorriso cheio de dentes estilo navalhas...
Com uma gargalhada infernal...

Homem de mente doentia
Poderia eu esse humilde defunto perdoá-lo de suas maldades?
Amar aqueles que te fazem sangrar
Colocar a coroa de espinhos e se crucificar...
Em bem de todos que apontaram o dedo sujo de sangue,
Na tua cara dizendo " Essa é a hora de você se arrepender!".


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