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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

O ultimo suspiro

Tão belo foi meu dia
Ao abrir meus olhos me deparei com algo inusitado,
Avia um pássaro cantarolando em minha janela
Tão calmo...Tão doce...Tão belo...
E aquele canto invadiu meu espírito,
Levando-me a nostalgia!
Já de tardinha...
Quando o sol já não me aquecia com tanto fulgor,
E assim de mim se despedia...
Os pássaros cantavam tristemente,
Esperando o raiar de outro dia...
Meu pranto sereno caiu sobre as folhas do chão,
E elas então gemiam...
Ora...Tão ácidas seriam minhas lágrimas,
A ponto de machucar folhas mortas em decomposição?
Está frio...
E a noite tende a ficar mais gelada e sombria!
Sinto-me despida...
Tão pálida e atordoada em conflito com meu ser...
As minhas lágrimas descansam no chão,
Assim como pétalas de rosas mortas...
O meu ultimo suspiro,
Antes de trancafiar meu coração!
Ultimo sorriso,
Ultimo momento de conflito...
Adeus mundo cruel!
Aqui jaz minha dor,
Em um papel amassado e rasgado
Não a guarde como relíquia meu senhor!
Tão triste foi o pranto que chorei,
Tão triste foi a vida que levei,
Inconsolável é a dor que me tortura!
Sorrir? Mentir? Fingir?
É tão fácil... É tão inútil...
Tão hipócrita é a índole do ser humano!
Aqui eu me deito...
Aqui eu oro...
Derramo meu pranto...
Minhas sinceras desculpas...
Busco redenção...
Meu ultimo delírio...
Meu ultimo suspiro...
Agora eu digo adeus a injustiça...
Provei do veneno que corria em tuas veias,
E você sorria com tanta doçura!
Tão cordial fui recebida...
Oh... Maldade!
Oh... índole hipócrita da sociedade!
Cospe em meus ombros,
Mas não em minha cara!
Maldito seja aquele que semeou teus grãos!
Ultimo desatino!
Ultimo suspiro!
Ultimo delírio!
Ultima ofensa recebida!
Aqui jaz coloquialmente minha terrível dor!


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