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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Infinitude

Minha alma soturna agora dorme
Não levo de minha vida nenhum saudade
De nenhum amor sem fruto.
Estou envolta por meu manto prateado
Minha alma voa longe e o céu está cinza,
Meu corpo dorme passivo dentro do caixão.

Já não levo em meu peito morto
Nenhum coração desafortunado,
Tudo que tenho agora em mãos,
Eis que são um punhado de flores murchas!

Estou deitada nos braços da esperança,
Com meu delírio fictício de ressuscitar
Pois minha carne ainda não foi arrebatada por vermes
Assim minha alma ainda tem para onde voltar.

Morte... Como posso fugir desse teu abraço?
Como posso fugir desse teu beijo gelado?
Como ignorar a morbidez de teus olhos claros?
Pois me prometeis descanso eterno,
Apenas quero mais um momento de gozo
Nos braços de meu amado!


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