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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Poeta Apaixonado

O poeta busca inspiração
Ao som da doce lira
Que lhe faz transcrever
Palavras amargas e vazias;

Em um humilde pergaminho velho
Derrama teu pranto
Ao qual desatina tua dor
Que outrora fora guardada no íntimo de sua consciência.

Manchas de sangue na seda
Seda cara e rara
Vinda de desertos longínquos
Do mais formidável tecelão.

Com os olhos vermelhos,
Inchados de ressaca
Pele pálida e arroxeada
Rosto doce de um anjo maldito.

Sobre uma lápide,
Encontrou uma rosa,
Oh... amarga saudade!
Que aperta teu peito agora!

Quem era aquela que cativou teu coração,
Quando a viu...com teus lábios vermelhos...
Cabelos castanhos e unhas carmesim...
Perambulando pelo cemitério?

Com suas vestes escuras
E teu cabelo desgrenhado
Carregando uma rosa na mão...
Que doce é o amor!

Entorpece a alma do poeta
Como uma cantiga de roda
Que vai e vem
Fazendo-o delirar com as batidas do teu coração.

Quem é aquele anjo negro!?
Vagava pelo recinto mortuoso,
Como se vivera ali há anos...
Exalando um ar de mistério por onde quer que fosse!

Ora, quem é aquela por quem...
O coração do homem quase salta a boxa¹?
E lhe faz escrever versos insanos
Inspirados pelo choro?


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