O poeta busca inspiração
Ao som da doce lira
Que lhe faz transcrever
Palavras amargas e vazias;
Em um humilde pergaminho velho
Derrama teu pranto
Ao qual desatina tua dor
Que outrora fora guardada no íntimo de sua consciência.
Manchas de sangue na seda
Seda cara e rara
Vinda de desertos longínquos
Do mais formidável tecelão.
Com os olhos vermelhos,
Inchados de ressaca
Pele pálida e arroxeada
Rosto doce de um anjo maldito.
Sobre uma lápide,
Encontrou uma rosa,
Oh... amarga saudade!
Que aperta teu peito agora!
Quem era aquela que cativou teu coração,
Quando a viu...com teus lábios vermelhos...
Cabelos castanhos e unhas carmesim...
Perambulando pelo cemitério?
Com suas vestes escuras
E teu cabelo desgrenhado
Carregando uma rosa na mão...
Que doce é o amor!
Entorpece a alma do poeta
Como uma cantiga de roda
Que vai e vem
Fazendo-o delirar com as batidas do teu coração.
Quem é aquele anjo negro!?
Vagava pelo recinto mortuoso,
Como se vivera ali há anos...
Exalando um ar de mistério por onde quer que fosse!
Ora, quem é aquela por quem...
O coração do homem quase salta a boxa¹?
E lhe faz escrever versos insanos
Inspirados pelo choro?

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