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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Doce alma pavorosa

Que vossa alma trevosa
Vem cheia de odor de rosas,
Perdendo-se além nas distâncias
Numa caravana de ânsias.

Perdendo-se além da poeira
Das esferas da cegueira,
E de tal forma no imenso
O seu mundo se torna mais denso.

Ó alma triste e palpitante!
Quanto silêncio,
Quantas sombras vagas
No teu sonho secreto e fascinante!

Por que és assim tão melancólica?
Em vestes de mistério taciturno,
Esquecida por entre os vales
Da perpetuosa esperança?

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