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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Leah

As filhas da loucura e a morte escura
Longo tempo chorando memoraram,
E, por memória eterna, em frente pura
As lágrimas choradas transformaram
O nome lhe puseram, que ainda dura,
Dos amores de Leah, que ali passaram
Vede fresca fonte regas as flores,
Que lágrimas são e o nome amores...

A cada orvalho da manhã sorridente
A cada gota cristalina do riacho
A cada flor do deserto do sertão
A cada lua que roda a roda,
O ciclo festivo da deusa lua
Semeando os grãos do amanhã
Molhando a terra com teu pranto...

Leah donzela taciturna
Descansa triste e esperançosa
Em teu amado santuário
Ao qual as aranhas já entraram em desespero,
A cada teia arremessada contra o espelho preto
Mórbida e solitária
Assim canta a lira das estrelas flamejantes...

Oh... Minha amada donzela...
Estou a fitar o teu retrato...
Sereia dos rios vermelhos
Vive a vida tecendo seu destino
O sol já erradia no céu escarlate,
Anunciando a tua santidade
Venha a mim, sou eu quem clama por liberdade!

Dias... e dias... amargurada...
Oh... Arcanjo de tamanha formosura...
Com lábios de camurça e cabelos dourados
Eu sou que tu tens buscado,
Na nevoa escura e no clarão do raio
Sou eu teu príncipe encantado...
Beije meus lábios e assim se despedirá de teu sudário!


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