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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

A miserável

Desta saudade imortal estou cansada,
Ansiosa pelo sol buscava
Repouso para a dor esmagadora
De nunca mais ser chamada namorada!

As cortinas eu ia rasgando
Para assim deixar a luz entrar,
Mas onde estava a luz?
Eu estava totalmente ensanguentada!

Oh! Pobre miserável coração
Sempre por ele padecia
Num delírio de agonia
De acordar em seus braços...

O vento sussurra no silêncio implacável
Que me amedronta, me assombra,
Tumultuosamente retira a paz de meu coração
Em pancadas constantemente doloridas.

Oh!Amor, nunca me diga
- Nunca mais!
Pois certamente castigará meu coração em pranto
Fazendo-me morrer pávida e solitária!


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