Berço da contradição
Ferida do caos
Sol que nasce na escuridão,
O vento que sussurra no meu ouvido
A dor agonizante da perda
Dormindo entre lençóis negros,
Onde outrora dormiu alguém.
Qual o teu segredo mais obscuro?
Qual o teu maior medo?
Qual o teu sonho mais seguro?
Lábio do qual um dia perdera-me
E me deixara insana sem razão
Entorpecida pela emoção
Diante de vos fonte de minha essência
Raio de luz sob qual um dia forjou meu espírito
Refletindo meu fulgor
Na imensidão de minha alma que hoje chora.
Entretanto o que há no espólio desta recordação
Dor, angústia e saudade.
Lágrimas secas derramadas
Som áspero de desespero
Unhas que arranham minha face taciturna
Jaz assim coloquialmente minha dor!

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