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sábado, 9 de maio de 2015

Marcha da caveira


Erga sua cabeça com disciplina
Hasteie sua bandeira contra o vento
Deixe a brisa da maré molhar os teus cabelos
Sem riso ou choro deixe seu corpo ereto
Dias vão dias vem
Mas o infinito não tem fim
A estrela da manhã já reluz com a guilhotina
Ouço suas vozes assassinas
Com dentes afiados como navalhas
Marche... Marche... Sem contentamento...
Sendo um infeliz descontente
A alegria do carrasco é o meu desgosto
Segurando o machado contra o rosto
A corda já balança contra a minha cabeça
Os pássaros já fazem a serenata enquanto jorra o sangue
E logo viram os corvos ante o corpo
Abandonado na floresta sem cautela
Enquanto os vermes se banqueteiam nesta carne
Jaz o indigente afundado na terra que o encerra
Tornando-se o húmus da plantação de amanhã,
Eis agora uma caveira e nada mais!

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