Tão formidável beleza lhe afigura
Com seu sorriso repuxando os cantos de seus lábios
E uma mecha de seus cabelo se projetando desafiadoramente,
Sobre seus olhos castanhos
Quando tu magnifico elixir se aproxima
Alguns pensamentos ligeiramente lascivos
Tentam-me tortuosamente, quase diabolicamente,
enquanto observo as curvas dos seus quadris.
Teu brilho irradia quase como a luz do sol
Chega a ferir meus olhos a tua perfeição
Sempre pomposa e perfumada
Perambulando pela praça dos Angiculos.
Certo dia torceu o tornozelo diante de mim,
Perdendo o equilíbrio resvalou para um lado
Sendo obrigada a se apoiar sobre a imundice do chão
Agraciei-a com um sorriso estupido
Insinuei-me rapidamente à sua direção
Lhe ofereci minha destra
Graciosamente ela ergueu a cabeça e observou-me,
Segurou vulneravelmente minha mão e ergueu-se.
Fitando-a lentamente em busca de possíveis machucados,
Não havia nada visível, apenas sujeira em suas mãos e joelhos
Ela deu leves palmadas sobre os joelhos e suspirou timidamente
Enquanto observava o chão.
Agradeceu-me com um sorriso no canto da boca,
E formosamente seguiu seu percurso
Enquanto ela desaparecia no horizonte eu a admirava,
Calmo e meticuloso.
Ah... Palpita-me o peito com seu encanto,
Sinto o solo trepidando e os pássaros cantarolando
Oh... Pudera ao menos saber o seu nome,
Mas acovardado infante permaneci petrificado pela minha timidez.

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