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segunda-feira, 6 de abril de 2015

A rapariga

A cólera me salta aos olhos,
Enquanto rasga meu peito com suas mãos
Crava suas unhas cruelmente e arranca meu coração
Impotente observo-a enquanto crava os seus dentes,
Com seu olhar egocêntrico e perverso...

Sou apenas um pedaço de carne vazio
Inútil e desprezível...
Descarta-me no beco aos vermes
Sem nenhum tostão,
Suga-me a vida!

Megera ingrata e insolente
Toma-me como uma taça de vinho
Despindo-me ao delírio,
Não és um ser humano
Tenho certeza que é o próprio Diabo!

Usufrui de meus bens de meu corpo
Sacolejando-me até derrubar-me
Agora enfermo me abandona,
Na treva vazia e soturna do esquecimento
Em meio a lama de uma cova fria!



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