Elas ardem em gritos libertinosos
Ansiando por mim,
Desejando meu toque!
Sombrio senhor em vestes de mistérios taciturnos,
Visitastes o meu jazigo
Cobrindo a poeira com suas lágrimas soturnas
Eis que me disponho ao seu desejo!
Buscastes a treva com tão profunda determinação
Eis que lhe afago a face!
Sua libido se encontra em meu sudário,
Lhe enxugarei o pranto eternamente
-Toma, beba deste cálice!
A noite lhe embala até a estrela da manhã
Deleite-se do pulsar abaixo do teu peito
Eis... que o mesmo já não pulsará!
Aninhe-se sobre o meu busto,
deixe-me acariciar os seus cabelos
Sinta a brisa frigida da noite,
Pois logo a mesma não lhe magoará!
Esqueça... o ontem que já terminou...
Quieta-te aqui meu senhor, sou eu que tu buscava
Sim... Eu sou...
- O beijo gélido da imortalidade!
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