A ânsia de existir me faz inquieta,
Entre olhares maliciosos eu me contorço
Em um retrato cuja forma não sou eu
Adaptando-me de diversas maneiras entre as frestas,
Frestas soltas da moldura envelhecida.
Vozes que dizem sem querer dizer,
Pacatos rostos translúcidos sem expressão
Dentre todas as ruas que passei,
Becos, vielas, botecos, santuários e avenidas...
Apenas um grande Teatro sem paixão.
Erguendo as sobrancelhas com a boca enrijecida
Olhar manso, e passos inconstantes
Solitários e vazios, buscando esperança acima de suas cabeças
Quando realmente, deveriam olhar para dentro de si mesmos
Entorpecendo-se no fazer e não no querer.
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